Tudo começou com Mario Lima Cardoso, para alguns Mariozinho, para outros Sr. Mário, meu Pai, seu gosto por Sambas de Enredo foram herdados pelos filhos e virou Doença logo cedo. 

Em 1978 ele foi pela primeira vez assistir a um desfile no Rio de Janeiro, onde começou sua paixão pela União da Ilha do Governador, com o samba O Amanhã, que mais tarde seria gravado pela Simone e conhecido nacionalmente, neste mesmo ano, eu assisti o segundo dia de desfile, naquela época, grupo de acesso. 

Os anos foram se passando e encontrando mais Doentes pelo caminho, nos anos 80 começaram as rodas de sambas no Clube Pinheiros, geralmente no Bar da Piscina, onde com seu surdindo, nos finais de semana, ele saia convocando toda molecada para fazer um samba. 

Em 1989 foi minha estreia na Marquês de Sapucaí, desfilando pela Beija Flor, com o Doente Paulinho Coalhada, de lá para cá, não conheci outros carnavais, são 29 anos, alguns desfilando outros assistindo, ou os dois.

Nos anos 90 eu comemorava meus aniversários com festas em nossa casa e ele ao piano comandava a roda, em 1995 conhecemos mais dois Doentes, que chegaram na festa,  direto de uma partida de Futebol de Salão, sem nem banho tomar, Cleiton e Adriano ou o Grande, ali dava início a uma parceria e amizade onde o samba de enredo era e é até hoje o principal motivo, foram se juntando Zequinha o Mago das Cordas, Wladimir o Gogó de Ouro e vários outros que ele ensinou essa paixão desde pequenos, Buba, Bertola, Fasinha, Cimino, do próprio clube e outros do Bloco Cascavel, Baia, Miziara, Gono, Ale Neguinho e por aí vai. 

Começamos a passar férias juntos em Niterói, e o sonho dele era levar o "time completo" para fazer um samba na Praia. 

Por aqui começaram os desfiles dos blocos na Faria Lima, representando o clube ele saia à frente no comando e na organização, chegando a reunir quase 1000 foliões em um desses desfiles.

Em 2007 quando completou 80 anos, organizamos a maior festa particular de um sócio dentro do clube, montamos uma grande roda, que teve como grande atração Dominguinhos do Estácio, ficando marcada na história, neste ano tive o prazer de conhecer o Rogério, hoje um dos mais afetados dos Doentes.

Em 2010, com a volta da Ilha ao grupo especial, conseguimos levá-lo para sua estreia desfilando na Sapucaí pela sua escola de coração e realizarmos seu sonho, o time foi completo e começaram as rodas de samba na Praia, apesar de não ser na sua preferida, Camboinhas foi a escolhida, este evento foi o marco e início também dos esquentas antes dos desfiles, sendo realizado na concentração pela primeira vez e posteriormente e até hoje, no Bar Bola Preta, ao final daquele ano, ele nos deixou e deixou também a missão de continuar com tudo que sempre gostou. 

Nos anos seguintes fomos levando vários Doentes, velhos e novos, as rodas de samba de enredo continuaram, no Bar Na Aba e recentemente na nossa atual Sede, casa do Rogério, que a Bia, sua mulher, ainda não sabe,  o nome mesmo surgiu ano passado, "Doentes da Sapucaí" e a cada ano  aumenta mais, já se tornando uma epidemia. 

 

Em 2018 com a volta em massa dos desfiles de bloco, veio a ideia de ir com nosso grupo para as ruas e assim demos início a esse projeto para realizar mais um sonho que ele tinha, botar o bloco na rua, o enredo será em sua homenagem, “Mariozinho, uma História de Samba - Boemia não tem meio expediente”,  fica aqui o convite para TODOS participarem, o samba de enredo já está pronto ele foi composto por Wladimir Marinho e Leandro Magalhães o nosso Zequinha. 

Odilon Cardoso

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